quarta-feira, 31 de agosto de 2011

É frescura?


É frescura?
Há quem diga que sou paty e fresca (né, Manusca? Rsrsrs). Eu discordo. Rs
Falando sério: como mãe, sou super cuidadosa, zelosa e higiênica. E, como mãe de primeira viagem, comprei tudo lindo e maravilhoso para a Helena (dentro das minhas possibilidades e passando só um poquinho o meu saldo! Rs). Ela tem tudo separadinho, limpinho, cheiroso e lindo.  Mas peloamordeDeus, não dou conta daquele povo fresco, que falta tomar um banho de álcool gel e colocar uma burca pra pegar um bebê no colo. Claro que lavar a mão e não estar pingando suor são itens obrigatórios. Pegar minha cheirosinha fedendo a estádio de futebol não dá. Mas vamos combinar q excesso de frescura é chato demais!
E já comprovei empiricamente q as crianças q mais adoecem são aquelas cujos pais são cheios de frescura.
É claro que eu esperei a Helena estar vacinada pra ficar saindo de casa. Mas qdo comecei, desembestei a sair! Rs
E mesmo frequentando restaurantes, barzinhos, shoppings e casa de amigos desde pequena, ela é super saudável. A minha frescura é só mesmo com os horários dela. Por isso, sempre chego em casa cedo pra ela dormir cedo e carrego toda a parafernália sempre que vamos sair. O que inclui, atualmente, levar um pratinho, um garfo e uma banana para todos os lugares. Rs
E ela segue linda e saudável! Ponto final.

Creche, Babá ou Vovó? Eis questão!


Creche, Vovó ou Babá?

Como toda mãe, eu passei por esse dilema, embora tenha sido bem breve, pq, na minha cabeça, creche ainda é a melhor opção, e eu sempre pensei assim. Melhor ainda: o Pedro concorda. Então fechou!  

Mas, na tentativa de ajudar as mamães de primeira viagem, resolvi escrever o que acho de cada uma dessas opções e demonstrar pq eu resolvi colocar na creche.

Vamos à primeira  opção: vovó. No meu caso, essa opção era a mais difícil, pq minha sogra é jovem, ainda não se aposentou, é super ativa, faz mil cursos, pilates, tem um milhão de amigas e de compromissos. Ou seja, obrigação de segunda à sexta, de 09 às 18h, é algo totalmente impossível para ela. Minha mãe não mora no Rio e, mesmo que morasse, não seria uma opção, pois tem os mesmos “problemas” da minha sogra: vida mega super power ativa e agitada.

Mas, ainda que deixar com a vovó fosse uma opção, eu não o faria. Primeiro porque eu acho que vós foram feitas para deseducar: dar brigadeiro, deixar comer bala antes do almoço, comprar presentes, levar à praia, ao Mc Donald’s e ao parquinho... enfim, fazer as vontades dos netinhos. Vó não tem que dar bronca, orientar dever de casa, colocar no castigo, nada disso! Morei com a minha vó até os 9 anos e ela se tornou bem mais legal depois que saímos da casa dela: fazia todas as minhas vontades e não me mandava escovar os dentes, nem fazer o dever, nem recolher os brinquedos! rsrs. Se a vovó resolver ser uma vovó tradicional, dessas q estragam os netinhos, pior ainda. Estragar a criança com doces e mimos é coisa de fim de semana. Qdo vira rotina, a criança se torna chata e mimada. Ferrou, né?

Segundo: tanto minha mãe quanto a minha sogra trabalharam muito a vida toda. Não acho justo que, depois de aposentadas, tenham que tomar conta de criança pequena. Amo minha filha, ela é uma fofa, quase não chora, mas, ainda assim, me toma o dia inteirinho!!! A criança absorve todo o tempo e a energia da gente.

Terceiro: filhos são lindos e maravilhosos, mas alteram totalmente a rotina da casa e isso acaba intereferindo na relação do casal. Não que isso seja ruim, mas torna a vida a dois diferente. Para não esfriar a relação, o casal precisa ir ao cinema, sair pra jantar sozinho... essas coisas... nem que seja de vez em qdo. E como pedir para uma avó que ficou de segunda à sexta pra ficar no sábado à noite também? Não dá, né? Prefiro “guardar a ficha” pro sábado à noite.

Quarto: diferenças de pensamentos, ideologias, criação, modos de vida e etc ficam muito evidentes qdo duas pessoas têm que entrar em acordo para criar alguém. Acho que, principalmente qdo os pais e os avós pensam diferente, chegar a um consenso para educar uma criança pode gerar desgastes desnecessários. Melhor manter uma boa relação com a sogra e/ou mãe e colocar a criança sob os cuidados de outra pessoa, não é?

Claro que deixar com a vovó tem uma vantagem determinante: confiança. Realmente sogras e mães têm um carinho imenso pela criança e jamais farão maldades. Isso a gente não encontra nem na creche nem nas babás...

Babá. Amo a minha empregada e confio muito nela. Ela não faz tudo perfeito, mas me atende e é de confiança (olha a confiança aí de novo). Mas nesses dias em casa vi o quanto crianças dão trabalho e tomam tempo. Certamente ela não vai dar conta da Helena e da casa. De duas, uma: ou ela vai deixar o serviço da casa a desejar ou ela vai colocar a Helena na frente do DVD e da TV a cabo o dia todo. Logo, pra nenhuma dessas duas coisas acontecerem, eu teria que contratar uma segunda pessoa. Além dos custos e da confusão de ter duas pessoas trabalhando num apartamento pequeno e brigando entre si, tenho medo da babá fazer alguma maldade com a Helena. Até pq a minha empregada iria embora antes da babá, já que a babá teria q me esperar chegar em casa pra ir embora. Sei lá, mesmo tendo a minha empregada pra vigiar a babá, eu ficaria com medo. E ainda tem o risco da babá ficar cansada e colocar a criança na frente da TV.

A vantagem da babá é que ela fica full time por conta de uma só criança, então, teoricamente, dá mais atenção. E a criança pode adiar um pouco a ida para a escolinha. Dizem também que na creche as crianças pegam um monte de doenças e blábláblá. A Helena é super saudável, nunca ficou nem gripadinha, então acho que não vai ser daquelas crianças que vivem doentes. Além disso, mesmo q ela pegue aquelas doenças na creche, o fato de ir pra creche só vai antecipar a produção de anticorpos daquelas doenças q ela pegaria na escolinha um ou dois anos depois. Enfim, acho isso meio balela. Mas é a minha opinião, fique claro!

A primeira vantagem da creche, com base nas coisas acima, é não ter que enfrentar os problemas que vovós e babás trazem a tiracolo.

A segunda vantagem da creche é que ela está sempre lá à disposição. Não tem férias, vc pode tirar as suas qdo quiser pq nos outros 11 meses sua filhinha estará segura, linda e maravilhosa na creche com os coleguinhas.

Terceiro: a creche tem toda uma estrutura de cuidados (orientadora educacional, cozinheira, faxineira, nutricionista, professoras e auxiliares). Isso permite cuidados mais específicos e diminui a chance de maus tratos. A criança só vai ser mal tratada se essa equipe toda for do mal, o que é bem mais difícil. Uns funcionários vigiam os outros, inevitavelmente.

Quarto: como a creche tem atividades o dia todo, a criança escapa do destino de ficar em frente à TV o dia todo. Nas que eu vi pra Helena, há aulas de corpo e movimento, música, arte,  contam estórias... tem as limitações da idade, mas eles adaptam tudo. Por exemplo: a aula de música é um professor de música cantando músicas infantis. Os pequenos prestam atenção e os que já ficam em pé dançam daquele jeito fofo dos bebês... enfim...

Eu me decidi. Com a vida louca q levo, ela vai ter que ficar o dia todo. Vou sentir saudades, mas ela vai aprender a criar rotina, a ter horários pras coisas... É de pequenos q aprendemos isso, né?

Pronto, falei!


quinta-feira, 23 de junho de 2011

Dicas para as mamães de primeira viagem

Uma grande amiga de Bsb (Kayta) está grávida. Ela me perguntou um monte de coisas e eu mandei um e-mail pra ela com as minhas experiências.
Resolvi, então, adaptar um pouco o e-mail, acrescentar algumas coisinhas e compartilhar com todo mundo.
Depois compilo mais dicas e posto de novo.
Vamos às primeiras dicas:


Dicas para mamães de primeira viagem:

(pela minha experiência até 23/06/2011)

Roupinhas
Na hora das compras, priorize macacões e bodies. São mais fáceis de vestir, de aquecer, não ficam saindo do lugar e a criança fica sempre arrumadinha e bonitinha. Prefira os macacões que abrem pela frente, pois são os mais fáceis de vestir. Lembre-se que a criança não colabora na hora de ser vestida, se mexe o tempo todo... é complexo! Rs
Não compre muitos vestidinhos se for menina. Vc vai ganhar demais e eles não são tão práticos.

Brincadeiras
Converse e brinque sempre com a sua filha/seu filho. A criança com o tempo começa a prestar atenção e pecebe que vc se interessa por ela.
O tapete de atividades é ótimo pra distrair. A Helena começou a usar com 2 meses

Limpeza do bumbum
Os babies fazem muito cocô e ele é muito líquido, então vira uma lambança. Qdo tem muito cocô, eu uso lenços umedecidos e, em casos extremos, tiro o excesso com o lenço e dou banho. Qdo tem pouco cocô ou tem só xixi, uso algodão com água morna, pq acho que é menos agressivo pra pele do bebê.

Seios
Lansinoh HPA Lanolin é um santo remédio para as rachaduras. Comprar nos EUA ou pedir para alguém que viajar pra lá trazer. É baratíssimo lá! É um creme bem olioso, grudento, mas é ótimo!
Se vc for pros EUA, traga também o protetor de seios da Lansinoh. São uns absorventes de algodão descartáveis que vc usa dentro do sutiã se tiver muito leite e ficar pingando. Usava só pra malhar e pra sair, mas agora comprei muitos e estou usando até em casa, pois são mais confortáveis e dão menos trabalho do que as conchas de plástico ou silicone. No Brasil, os da Johnson’s são muito bons.
Compre aqueles sutiãs de amamentação q abrem por cima, com um cliquezinho. Aqueles de botões que abrem entre um seio e o outro não prestam. Ficam abrindo toda hora.

Leite
Eu tenho muito leite, então a Helena não tem dificuldade de mamar. Conheço pessoas cujos filhos não pegaram o peito de jeito nenhum, então, para dar leite materno, a mãe tirava com uma bomba e colocava na mamadeira.
 Mas ter uma bomba é interessante mesmo que o baby mame no peito pq, qdo vc quiser sair, vc pode deixar o seu leite com a babá ou com a sua sogra ou com a sua mãe... Vc tira, congela, e aí qdo a criança ficar com fome, a pessoa que estiver cuidando dela só precisa aquecer em banho maria e pronto.
Uma amiga me emprestou uma bomba elétrica. É maravilhosa. A marca é Medela. Ela comprou fora. Estou amando! Nos livros de gestante tem bem explicadinho como tirar manualmente e como armazenar, seja qual for a forma de extração (manual, com bomba manual ou com bomba elétrica). Eu não consegui tirar manualmente.

Fraldas
Faça um chá de fraldas. Fraldas são caras e vc vai precisar de muuuuitas. A Helena usa umas 8 por dia.
As q eu mais gostei foram a Mônica Soft Touch e a Pampers.
Não usei da Johnson's nem da PomPom ainda...

Pesquisas e informações
Leia as coisas na internet e em livros, faça o curso de gestante e converse sempre com a sua médica. Informação nunca é demais! Mesmo que vc não concorde com algumas opiniões, é válido ouvir e avaliar de acordo com as suas idéias.
O curso de gestante me tranquilizou muito! Aprendi muito! Vale cada centavo.

Chupeta
Muita gente vai te dizer pra não usar chupeta. Criar filho com chupeta é bem mais fácil. Recomendo. É um santo remédio. É um consolinho pra qdo a criança está enjoadinha, ajuda a dar uma enganada qdo ela está aflita c alguma coisa. E a Helena não é completamente viciada. Ela só usa pra dormir e joga fora qdo pega no sono... Mas isso é muito pessoal. Eu era totalmente contra, pela questão de estragar os dentes. Mas teve uma semana que ela teve cólica durante 4 dias. No segundo dia, eu estava exausta. Aí dei...

Sono
A Helena dorme bem. No começo, acordava de três em três horas, mamava e dormia de novo. Agora dorme um pouco menos de dia. De noite, dorme mais. Normalmente, ela dá um mamadão sinistro por volta das 10 da noite e isso sustenta por muitas horas. Ela acorda só uma vez de madrugada.
Mas tem criança q é mais agitada. Não dá pra saber.
No começo, eles têm q dormir bastante, pois é no sono que produzem hormônio do crescimento. Se não estiver dormindo bem, provavelmente ou é cólica, ou refluxo, ou fome... tem q investigar.

Banho
O banho pra mim é a parte mais complicada nas primeiras duas semanas. Depois vc pega a manha e tira de letra.

A participação do marido
Mostre tudo que vc for lendo pro maridão. Faça com q ele participe da gravidez. Só assim ele vai te ajudar, te compreender, etc.

Amamentação
Amamentar no começo é difícil. A gente não acha posição, a criança tem dificuldade de pegar o bico do peito, dói qdo ela suga... é  bem chatinho. Mas depois de uns 10 dias, vc já está craque e tudo fica mais fácil.
Amamentar dá uma fome do cacete! E sede, muita sede!

quinta-feira, 2 de junho de 2011

E a Helena não pára de crescer

O amor de mãe é algo encantador e surpreendente. Respeito quem não quer ter filhos. Quem sou eu pra julgar o que os outros querem fazer da vida! Mas lamento profundamente, pois perderão uma excelente oportunidade de crescer, aprender, amar, evoluir, compartilhar e todos os outros verbos positivos que vc imaginar.
Ter filhos está sendo a maior e a melhor empreitada da minha vida.
Pra começar, é impressionante olhar aquela coisa fofa e saber que foi vc que fez. Já fiz muitas coisas na vida, mas fazer gente é algo imensamente mais difícil, mais incrível, mais delirante, sei lá. É incrível!
Olhar pra Helena me enche de um amor tão imenso que eu acho que vou explodir! Aquela coisinha linda, com apenas um mês, mas que já reconhece a minha voz e vira o pescoço qdo falo com ela. É demais.
Claro que tomar conta de bebê dá trabalho. Toma o dia inteiro. Eu não acreditava que dava tanto trabalho. Mas é impressionante como eles preenchem todo o seu dia, entre mamadas, banhos, trocas de fralda, reposição dos itens de higiene nos potes, separação de roupas suja e limpa, brincar, colocar pra dormir, colocar pra arrotar, dar remédio, fazer massagem pra passar a cólica, limpar... Qdo me dou conta, já está começando Cordel Encantado! (não perco!)
Hj fiquei numa felicidade incrível pq consegui fugir para fazer as unhas!!
Ser mãe é demais!
Estou apaixonada pela minha pimpolha!!
É isso!

Pq vivo sumida do blog?!

Já perceberam que eu e o blog não temos uma relação muito próxima, né? Fico mó tempão sem postar nada. Acho que gasto todo o meu português no twitter e no face... rsrs
Se eu tivesse habilidades específicas, como a Pri com a culinária e a Clariana com a moda, talvez eu postasse mais. Mas, como o meu blog é só um meio de atualizar os amigos do que ando sentindo, fazendo, etc, sempre fico adiando... "amanhã escrevo, amanhã escrevo".
Além disso, minha vida ultimamente tem exigido muitos registros e falta tempo. Escrevo no caderninho de bebê da Anne Guedes que ganhei da Lídia, escrevo um diário contando para a Helena como é minha rotina com ela, mando e-mail pra minha mãe contando as novidades da netinha, posto fotos no facebook para as pessoas verem a evolução da minha pimpolha, principalmente aqueles que não podem estar perto... enfim, são muitas obrigações de divulgação e registro de toda sorte!
Vamo q vamo!
Beijos a todos.
Karla/Michelle/Karla Michelle/Karlinha/Shelba/Shelbinha/Shelbão, etc...

quarta-feira, 4 de maio de 2011

O parto

Passei meses sem escrever. Isso porque estava muito, muito, muito envolvida com a gravidez. Compras, decoração do quarto, hidroginástica, massagens, comprar roupas novas (rapidamente, minhas roupas se foram), etc. Além disso, como era de se esperar, o meu trabalho estava me consumindo!!! (novidade...)


Enfim, por diversas razões, acabei abandonando o blog.

Ah, antes de começar o relato do parto, tenho mais uma razão para o sumiço. Fiquei meio viciada no twitter e acaba sendo mais fácil dar o passo-a-passo da gravidez por lá. Postei muito sobre a Helena por lá...

Mas cá estou eu de volta para falar do parto. Impossível falar do parto em qq outro site ou rede social. Exige detalhamento.

Espero q meu relato ajude minhas amigas q estão grávidas, principalmente as que estão na dúvida sobre como trazer seus babies ao mundo.

Vou logo dar minha opinião sobre parto antes que comece a ser bombardeada por críticas das defensoras da cesárea. NÃO SOU CONTRA A CESÁREA! Só acho que muita gente saudável, que poderia ter parto normal, está fazendo cesárea sem a menor necessidade, por ter idéias equivocadas a respeito do parto normal.

Desde o começo, eu avisei a minha médica q eu queria o que fosse melhor pra mim e pra Helena, fosse parto normal ou cesárea. Não queria arriscar minha saúde, nem a dela. E queria muito esperar q ela entrasse em trabalho de parto, mesmo que fosse pra ser cesárea. Acho meio bizarro esse lance de cesárea com horário marcado.

Embora eu já tenha engravidado acima do peso (bem acima, na minha opinião, já que, além dos quilinhos que ganhei nos dois anos de casamento, tinha acabado de chegar dos EUA, o que dispensa comentários) e tenha engordado muito durante a gravidez, tive uma gravidez bem saudável. Meus exames estavam sempre ótimos!

Só mesmo no final eu levei um sustinho, pq a Helena estava pequena para a idade gestacional, o que levantou a suspeita de algo errado com a placenta e tal. Depois de algumas semanas de repouso (saí de licença maternidade 20 dias antes dela nascer), tudo ficou beleza. Ela nasceu pequena, mas dentro da faixa da normalidade.

Ela virou e ficou na posição bastante tempo antes da data do parto, mas só encaixou mesmo pouco tempo antes (dias).

Pressão normal, exames normais (meus e dela) e bebê encaixado - tínhamos tudo para fazer o parto normal.

E  mais: a Dra. Jacqueline, diferentemente de muitos médicos por aí, não fica forçando a barra para cesárea.

Estava tudo caminhando pro normal, portanto.

No dia 1o de abril, fui à médica e ela estava encaixada, já dava até pra tocar na cabeça dela no exame de toque. E eu estava com 2 cm de dilatação!

Mas ainda não sentia dor, nem contração, nada!

Dia 8 de abril, fui com a Lídia provar o vestido de noiva dela de manhã. Eu tinha me sentido muito mal à noite, com umas dores fortes na barriga... eram as primeiras contrações! Mas elas ainda vinham muito espaçadas, sem regularidade e não eram aquelas bombásticas. Parecia uma cólica intestinal leve! rsrs

Durante o dia foi aumentando, mas nada demais! No fim da tarde, durante a consulta com a Dra. Jacque, vimos que eu já estava com 3 cm de dilatação. Ela novamente pegou na cabecinha dela no exame de toque e até ajustou de leve a posição dela (aí doeu). Ela disse que tinha quase certeza de q eu ligaria pra ela no fim de semana. Dito e feito.

Na noite de sexta pra sábado, senti muitas contrações bizarras. Eu e o Pedro quase não dormimos. Tomei um buscopan e dormi. As contrações diminuíram. Quase de manhã, voltaram. Esse chove não molha é muito chato, pq eu nem ficava normal nem ficava em trabalho de parto de verdade. Ficava só nesse meio termo, que dói e é chato.

Entre uma contração e outra, o mundo fica normal. Qdo ela vem, dói pra caramba, depois passa. É muito estranho, pq não é uma dor constante.

Quase de manhã, comecei a pesquisar na internet tudo sobre trabalho de parto e descobri que o fato de eu ter dormido e tal tinha "atrapalhado" o desenrolar do trabalho de parto. Vi também uns exercícios para ajudar na dilatação e na saída do bebê.

De manhã, conversei com o Pedro e decidimos que eu faria de tudo para acabar com essa dor média, com essas contrações que não me deixavam ter um dia normal, mas também não evoluiam pro que interessava. Resultado: nada de repouso! Vamos agitar!

A Jacque até já tinha dito que, se eu quisesse dar uma ajudinha pra natureza, não era mais hora de repouso. Eu poderia caminhar, passear, ficar ativa.

Caminhar? Isso é comigo mesmo! Passeamos bastante, tudo a pé. As contrações voltaram.

Fomos à Perinatal: 3 cm de dilatação ou um pouco mais, ainda com líquido.

De tarde, continuaram...

De noite, eu já estava meio de saco cheio, doida pra ela nascer! Quer saber? Nada de ficar em casa. Fomos pro niver da Paty no Joaquina do Leme. Lá, a Andrea ficou me dizendo que comida apimentada acelerava trabalho de parto. Pelo sim, pelo não, comi bolinho de arroz apimentado! Bom demais!

Ah, só pra nao esquecer de falar, durante todo o dia eu fiz os tais exercícios , tinha visto na internet.

As contrações, que até então estavam de leves a médias e bem espaçadas, começaram a ficar mais fortes e com intervalos mais curtos. Quando rolaram 3 contrações bizarras com intervalo inferior a meia hora entre elas, pedimos a conta e fomos pra Perinatal.

Lá, saiu o tampão mucoso qdo fui ao banheiro enquanto esperava o atendimento. E acho que, junto com o tampão, saiu o líquido da bolsa, pq, qdo fizemos a USG, eu estava com pouquíssimo líquido. Exame de toque: 4cm de dilatação.

A médica do plantão ligou pra Jacque, que foi correndo pra lá com o restante da equipe. A hora estava chegando.

Contrações aumentando, demos entrada na internaçao, Jacque chegou, passou as orientações, me tranquilizou, apresentou o restante da equipe e fomos pra sala de pré-parto. Nessa sala, é possível fazer parto normal ou, se necessário, iniciar os procedimentos de cesariana antes de ir pro centro cirúrgico mesmo.

Fui fazendo força de acordo com as orientações da equipe. Rapidamente, cheguei a 7 - 8 cm de dilatação. Só que, nessa hora, a dor já estava bizarra. Tive uma contração bizarra, de alucinar. Quando tive a segunda, a Jacque pediu pro anestesista me anestesiar pq, dali pra frente, eu não ia aguentar mais sem anestesia. Na hora da anestesia, o Pedro teve q sair da sala, depois voltou. Na preparação pra anestesia tive mais uma dessas alucinantes.

Depois da anestesia, o Pedro voltou pra sala. Aí veio a parte mais fácil. Com a anestesia, parece que arrancaram a dor de mim. Eu sentia as contrações, mas não sentia mais a dor. Mais fácil fazer força assim. Tive mais três contrações. Na terceira, senti uma força como se fosse um desentupidor de pia. Helena saiu e ouvi um choro. Eu e Pedro choramos. Eu tremia pra caramba. No vídeo, dá pra ver. Contratei a filmagem, mas só da parte romântica. Nada de me filmar toda aberta, né?

Foi a maior emoção que senti na vida.

Depois, me bateu um sono profundo. A Jacque me costurou (ela fez aquele corte para facilitar a passagem) e fui pro quarto. Dormi uma hora e meia e acordei ótima.

A Helena nasceu 04:56. Antes de 8 da manhã eu já tinha sido costurada, dormido, acordado e postado no facebook e no twitter que a Helena tinha nascido.

Já queria levantar pra tomar banho, mas a enfermeira disse que ainda faltavam 4h pra eu poder, por causa da anestesia. Qdo deu esse tempo, me levantei, tomei banho e, logo depois, chegaram visitas. Qdo as visitas chegaram, eu já estava em pé, conversando, como se nada tivesse acontecido.

Recomendo muito o parto normal! Muito mesmo!