Creche, Vovó ou Babá?
Como toda mãe, eu passei por esse dilema, embora tenha sido bem breve, pq, na minha cabeça, creche ainda é a melhor opção, e eu sempre pensei assim. Melhor ainda: o Pedro concorda. Então fechou!
Mas, na tentativa de ajudar as mamães de primeira viagem, resolvi escrever o que acho de cada uma dessas opções e demonstrar pq eu resolvi colocar na creche.
Vamos à primeira opção: vovó. No meu caso, essa opção era a mais difícil, pq minha sogra é jovem, ainda não se aposentou, é super ativa, faz mil cursos, pilates, tem um milhão de amigas e de compromissos. Ou seja, obrigação de segunda à sexta, de 09 às 18h, é algo totalmente impossível para ela. Minha mãe não mora no Rio e, mesmo que morasse, não seria uma opção, pois tem os mesmos “problemas” da minha sogra: vida mega super power ativa e agitada.
Mas, ainda que deixar com a vovó fosse uma opção, eu não o faria. Primeiro porque eu acho que vós foram feitas para deseducar: dar brigadeiro, deixar comer bala antes do almoço, comprar presentes, levar à praia, ao Mc Donald’s e ao parquinho... enfim, fazer as vontades dos netinhos. Vó não tem que dar bronca, orientar dever de casa, colocar no castigo, nada disso! Morei com a minha vó até os 9 anos e ela se tornou bem mais legal depois que saímos da casa dela: fazia todas as minhas vontades e não me mandava escovar os dentes, nem fazer o dever, nem recolher os brinquedos! rsrs. Se a vovó resolver ser uma vovó tradicional, dessas q estragam os netinhos, pior ainda. Estragar a criança com doces e mimos é coisa de fim de semana. Qdo vira rotina, a criança se torna chata e mimada. Ferrou, né?
Segundo: tanto minha mãe quanto a minha sogra trabalharam muito a vida toda. Não acho justo que, depois de aposentadas, tenham que tomar conta de criança pequena. Amo minha filha, ela é uma fofa, quase não chora, mas, ainda assim, me toma o dia inteirinho!!! A criança absorve todo o tempo e a energia da gente.
Terceiro: filhos são lindos e maravilhosos, mas alteram totalmente a rotina da casa e isso acaba intereferindo na relação do casal. Não que isso seja ruim, mas torna a vida a dois diferente. Para não esfriar a relação, o casal precisa ir ao cinema, sair pra jantar sozinho... essas coisas... nem que seja de vez em qdo. E como pedir para uma avó que ficou de segunda à sexta pra ficar no sábado à noite também? Não dá, né? Prefiro “guardar a ficha” pro sábado à noite.
Quarto: diferenças de pensamentos, ideologias, criação, modos de vida e etc ficam muito evidentes qdo duas pessoas têm que entrar em acordo para criar alguém. Acho que, principalmente qdo os pais e os avós pensam diferente, chegar a um consenso para educar uma criança pode gerar desgastes desnecessários. Melhor manter uma boa relação com a sogra e/ou mãe e colocar a criança sob os cuidados de outra pessoa, não é?
Claro que deixar com a vovó tem uma vantagem determinante: confiança. Realmente sogras e mães têm um carinho imenso pela criança e jamais farão maldades. Isso a gente não encontra nem na creche nem nas babás...
Babá. Amo a minha empregada e confio muito nela. Ela não faz tudo perfeito, mas me atende e é de confiança (olha a confiança aí de novo). Mas nesses dias em casa vi o quanto crianças dão trabalho e tomam tempo. Certamente ela não vai dar conta da Helena e da casa. De duas, uma: ou ela vai deixar o serviço da casa a desejar ou ela vai colocar a Helena na frente do DVD e da TV a cabo o dia todo. Logo, pra nenhuma dessas duas coisas acontecerem, eu teria que contratar uma segunda pessoa. Além dos custos e da confusão de ter duas pessoas trabalhando num apartamento pequeno e brigando entre si, tenho medo da babá fazer alguma maldade com a Helena. Até pq a minha empregada iria embora antes da babá, já que a babá teria q me esperar chegar em casa pra ir embora. Sei lá, mesmo tendo a minha empregada pra vigiar a babá, eu ficaria com medo. E ainda tem o risco da babá ficar cansada e colocar a criança na frente da TV.
A vantagem da babá é que ela fica full time por conta de uma só criança, então, teoricamente, dá mais atenção. E a criança pode adiar um pouco a ida para a escolinha. Dizem também que na creche as crianças pegam um monte de doenças e blábláblá. A Helena é super saudável, nunca ficou nem gripadinha, então acho que não vai ser daquelas crianças que vivem doentes. Além disso, mesmo q ela pegue aquelas doenças na creche, o fato de ir pra creche só vai antecipar a produção de anticorpos daquelas doenças q ela pegaria na escolinha um ou dois anos depois. Enfim, acho isso meio balela. Mas é a minha opinião, fique claro!
A primeira vantagem da creche, com base nas coisas acima, é não ter que enfrentar os problemas que vovós e babás trazem a tiracolo.
A segunda vantagem da creche é que ela está sempre lá à disposição. Não tem férias, vc pode tirar as suas qdo quiser pq nos outros 11 meses sua filhinha estará segura, linda e maravilhosa na creche com os coleguinhas.
Terceiro: a creche tem toda uma estrutura de cuidados (orientadora educacional, cozinheira, faxineira, nutricionista, professoras e auxiliares). Isso permite cuidados mais específicos e diminui a chance de maus tratos. A criança só vai ser mal tratada se essa equipe toda for do mal, o que é bem mais difícil. Uns funcionários vigiam os outros, inevitavelmente.
Quarto: como a creche tem atividades o dia todo, a criança escapa do destino de ficar em frente à TV o dia todo. Nas que eu vi pra Helena, há aulas de corpo e movimento, música, arte, contam estórias... tem as limitações da idade, mas eles adaptam tudo. Por exemplo: a aula de música é um professor de música cantando músicas infantis. Os pequenos prestam atenção e os que já ficam em pé dançam daquele jeito fofo dos bebês... enfim...
Eu me decidi. Com a vida louca q levo, ela vai ter que ficar o dia todo. Vou sentir saudades, mas ela vai aprender a criar rotina, a ter horários pras coisas... É de pequenos q aprendemos isso, né?
Pronto, falei!
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